Rotura irreparável do manguito rotador exige abordagem individualizada e reúne avanços terapêuticos na cirurgia do ombro
A rotura irreparável do manguito rotador representa um dos quadros mais complexos dentro da cirurgia do ombro, caracterizada por lesões extensas dos tendões, retração significativa e comprometimento da qualidade do tecido, o que impede o reparo direto das estruturas. Essa condição está frequentemente associada à dor persistente, perda de força e limitação funcional importante, impactando diretamente a qualidade de vida dos pacientes.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia do Ombro e Cotovelo (SBCOC), a definição da melhor estratégia terapêutica nesses casos exige uma avaliação criteriosa e individualizada. Fatores como idade, nível de atividade, grau de comprometimento funcional e presença de alterações associadas, como a artropatia do manguito rotador, são determinantes na escolha do tratamento mais adequado.
Entre as opções cirúrgicas disponíveis, destacam-se técnicas como transferências tendíneas, reconstrução capsular superior e a artroplastia reversa do ombro. Cada abordagem possui indicações específicas e objetivos distintos, podendo atuar tanto na restauração da função quanto no alívio da dor, a depender das características clínicas de cada paciente.
Nos últimos anos, o avanço das técnicas cirúrgicas e o aprimoramento das estratégias de manejo têm ampliado as possibilidades de tratamento para esses casos considerados desafiadores. A evolução da ortopedia tem permitido resultados cada vez mais consistentes, desde que a indicação seja bem estabelecida e conduzida por avaliação especializada, reforçando a importância do diagnóstico preciso e do planejamento terapêutico individualizado.